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É muito utilizada para auxiliar o jovem estudante a conhecer melhor os seus talentos e habilidades naturais, seus desejos ligados a projetos de vida e seus potenciais ainda por se desenvolver. O trabalho ultrapassa os limites da orientação vocacional, por propiciar também um maior auto-conhecimento. É focado prioritariamente nas escolhas profissionais e na sensibilização do cliente sobre a importância da tomada de decisões com consciência (decisão planejada x decisão
impulsiva).
Embora a busca por orientação profissional seja significativamente maior no meio estudantil, o adulto também pode se beneficiar enormemente com o processo, especialmente se não estiver feliz com a escolha profissional já realizada e deseje revê-la para um possível redirecionamento.
A orientação é realizada após entrevistas e análise de atividades e provas em que se investigam aptidões, áreas de interesse, perfil psicológico, histórico pessoal e familiar, bem como habilidades específicas da pessoa. Esses elementos não são vistos como características estanques e, sim, como potenciais passíveis de serem aperfeiçoados e desenvolvidos. Assim, a orientação assume uma perspectiva desenvolvimentista e não determinante ou pontual na vida da pessoa. Também leva em conta o cenário atual, que é de mudanças rápidas e pressões por resultados, envolvendo riscos e oscilações.
Nesse contexto, não se deve entender a indecisão sobre uma futura carreira como um aspecto negativo da personalidade. Ao contrário, trata-se, muitas vezes, de uma dificuldade devida a um leque muito amplo de possibilidades, o que é positivo e pode vir a propiciar uma flexibilidade enorme de atitude, e isso é muito bem-vindo para algumas profissões. Sem falar que a indecisão é uma fase normal no processo de escolha de uma profissão. Noutros casos, tratam-se de pessoas que já fizeram suas escolhas há muito tempo, quando não dispunham das informações de que dispõem hoje. Por sentirem insegurança com a perspectiva de mudar o rumo de sua escolha, preferem contar com a ajuda e a validação de um profissional da Psicologia.
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Paralelamente à orientação profissional, o cliente é orientado sobre as oportunidades do mercado de trabalho, aprendendo sobre as aptidões e habilidades necessárias para o exercício das profissões que mais o atraem. É orientando para que conheça, explore e desenvolva suas aptidões, interesses, motivação, atitude e aspirações.
Na fase final do processo de orientação profissional o psicólogo deve, também, estimular o cliente a desenvolver uma estratégia pessoal de tomada de decisões em que sejam identificados e superados os obstáculos que possam surgir ao longo do seu caminho.
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